Histórias de bebês prematuros com final feliz são cada vez mais comuns

 

Hoje os pediatras sabem muito mais, os aparelhos são precisos e sofisticados, e o conhecimento sobre a nutrição do recém-nascido está avançado. Além disso, a tendência a manipular cada vez menos o prematuro – graças às novas tecnologias – tem contribuído para reduzir a incidência de infecção hospitalar, o grande fantasma a rondar bebês com as defesas ainda cruas.

Claro que aparelhos que monitoram os sinais vitais e respiradores de última geração se revelaram importantíssimos na recuperação de prematuros, mas existe também um fator humano na história: a presença dos pais nas UTIs neonatais.

"Até alguns anos atrás, as visitas eram encaradas com preconceito e as mães não podiam tocar no bebê", lembra o pediatra Luiz Carlos Bueno Ferreira, chefe da neonatologia do Hospital São Luiz. "Atualmente, sabemos que o contato com os pais faz com que a criança se desenvolva melhor e mais rapidamente."

"Com avental e touca, mãos meticulosamente lavadas e sorriso no rosto, mães e pais vão se tornando parte do cenário nas UTIs neonatais das grandes maternidades brasileiras. Eles se incumbem de pequenos cuidados, conversam com os bebês e são estimulados a utilizar o método canguru, que consiste em segurar a criança só de fralda junto ao corpo da mãe e do pai por baixo do avental hospitalar. O contato faz maravilhas pela saúde do bebê. "Os pais são parte da equipe e acabaram aprendendo mais sobre a saúde e os cuidados com os filhos prematuros", avalia o pediatra neonatologista Luís Eduardo Miranda, diretor-médico do Centro de Prematuros do Estado do Rio de Janeiro (Ceperj), que funciona na UTI neonatal da Casa de Saúde São José. "Com isso, reduzimos bastante a probabilidade de reinternação."

Cateteres, agulhas, cânulas – hoje tudo é fabricado em escala de miniatura para prematuros

Um bebê é considerado prematuro quando nasce antes de a gravidez completar 37 semanas. De maneira geral, cerca de 10% das gestações únicas acabam antes da hora, precipitadas por fatores como a idade da mãe (muito jovem ou com mais de 40 anos têm risco maior para prematuridade) e doenças como infecções urinárias e hipertensão. Mulheres grávidas de dois ou mais bebês dificilmente chegam às 40 semanas. A popularização dos métodos de fertilização assistida – que produzem com freqüência gestações gemelares – contribuiu também para aumentar o número de prematuros. Quanto maior o peso e a idade gestacional, melhores as chances do bebê.

O prematuro é todo frágil, mas os médicos foram encontrando caminhos para lidar com ele. Cateteres, agulhas, cânulas – praticamente tudo é produzido em escala de miniatura para os pequeninos. "Hoje, temos uma bomba de infusão que controla cada mililitro da medicação que é ministrada aos bebês prematuros", explica o doutor Luiz Carlos. No passado, para fazer exames, colhia-se tanto sangue que não era incomum os bebês terem anemia. Atualmente, bastam microdoses para garantir resultados acurados.

Entre todas as fragilidades, no entanto, a que mais inspira cuidados diz respeito aos pulmões. É fácil entender por quê. No útero materno, vários órgãos e sistemas já estão funcionando: o sangue circula, os rins produzem urina, o líquido amniótico é deglutido, os músculos se flexionam. Só os pulmões aguardam a hora do nascimento para finalmente começar a trabalhar. No bebê nascido antes da hora, eles podem estar imaturos e carentes de uma substância fundamental, o surfactante, que o bebê de termo tem de sobra. Essa substância é responsável pela elasticidade dos pulmões, permitindo que se mantenham abertos e que o bebê possa respirar com facilidade. Quando falta surfactante, a respiração é difícil e o bebê se cansa. "Nesse caso, ministramos uma dose de surfactante sintético, ou extraído de animais, por meio de um tubo instalado na traquéia", informa o doutor Luís Eduardo, da Casa de Saúde São José. "Normalmente, o problema se resolve."Empurrando todos esses avanços, há uma grande mudança na maneira como a sociedade, nas últimas décadas, passou a encarar os prematuros. "Antes, havia uma atitude muito passiva. Se aquele filho não vingasse, a mãe voltaria com outro bebê no ano seguinte", diz o neonatologista carioca. Agora a sociedade acredita nesses bebês e se empenha em salvá-los. Atualmente, o grande desafio dos médicos neonatologistas é entregá-los aos pais não apenas vivos e bem, mas com chances de se desenvolverem tão adequadamente quanto um bebê nascido no tempo certo.

Fonte: Revista TPA

Fisioterapia ajuda no crescimento de bebês prematuros

Segundo o Ministério da Saúde, um a cada três bebês que nascem de forma prematura morrem antes de completarem um ano de vida. Já aqueles que sobrevivem podem apresentar problemas respiratórios e musculares.
Diante desse cenário, sessões de fisioterapia ajudam a evitar complicações e garantem o desenvolvimento dos bebês.
Os movimentos, leves e suaves, parecem até uma simples brincadeira, mas são eles que trazem esperança de um melhor crescimento para os bebês prematuros.



Fonte: Portal R7

Uso de andador: certo ou errado?


Crianças podem usar andadores?

O grande erro dos pais – em seu total desconhecimento - é achar que o andador ajudará a criança a começar a andar. Isso não é verdade. O andador traz prejuízos no desenvolvimento neuro-psico-motor do bebê.

Por que será que não é bom?
Os motivos são diversos. Vejamos alguns:

1. A criança desde o nascimento passa por etapas do desenvolvimento em que cada fase serve de base para a próxima. Primeiro sustenta a cabeça, depois rola o corpo para os dois lados, arrasta-se de barriga para baixo, senta-se com apoio, depois sem apoio, engatinha (alguns não passam por esta etapa – ver: http://gustavofisio.blogspot.com/2011/02/meu-minha-filhoa-nao-engatinha-ou-nao.html), ficam em pé para então iniciar os primeiros passos.

2. Em todo desenvolvimento motor a criança explora o ambiente e os objetos à sua volta, desenvolvendo paralelamente o aspecto neurológico. O bebê irá interagir com os objetos a sua volta, irá  observar as ações dos adultos e imitá-los.

3. O andador força a criança a saltar várias destas etapas essenciais para o seu desenvolvimento. Impede a criança experimentar as quedas naturais do início da aprendizagem de andar, assim, a aquisição do equilíbrio é limitado e pode ainda deformar a estrutura óssea da perna.

4. Por saltar etapas, o andador atrasa o início da marcha. Se o bebê é pequeno para o andador, usará somente as pontas dos pés para movimentar-se, o que poderá causar alguns problemas ósseos, musculares e tendinosos, além do atraso da marcha, dentre outros. 

5. Falsa liberdade - A sensação de liberdade que o andador oferece é ilusão. O andador não deixa a criança explorar adequadamente o espaço em que está. Um simples objeto no chão que desperte a atenção do bebê passa a tornar-se algo inalcançável para o pequeno, pois o andador não oferece condições para que ele chegue à peça.

6. O bebê que não usa o andador poderá sentar-se no chão, engatinhar ou apoiar-se nos móveis até chegar ao objeto desejado. Lembre-se: enquanto manuseia objetos e brinquedos, o bebê está desenvolvendo suas capacidades motoras e cognitivas.

7. Os acidentes que podem provocar graves lesões nas crianças são outro problema relacionado ao uso do andador. Os acidentes mais comuns são as quedas quando as crianças usam os pés para se impulsionarem para trás e batem com a cabeça, e ainda as quedas em degraus.

8. De tão prejudiciais e perigosos para as crianças, a venda de andadores em países como o Canadá já é proibida desde 2004.

9. Dados britânicos também mostram que o andador é o equipamento infantil que mais provoca acidentes e lesões, em especial devido à velocidade que os bebês podem atingir.

A maioria dos acidentes acontece quando o bebê se choca em alguma coisa, encontra um degrau ou um obstáculo e o andador vira. Um simples sapato ou brinquedo no meio do chão já pode causar esse tipo de acidente. Em geral, a primeira parte do corpo do bebê a ser atingida em um acidente com andador é a cabeça, podendo haver traumatismos cranianos de diversas proporções - desde leves, sem conseqüências, até bem mais graves e, em casos extremos, fatais.

10. Outro perigo é a falsa sensação de segurança que o andador transmite a quem está tomando conta da criança. Como ela está presa no andador, as pessoas tendem a deixá-la por mais tempo sozinha, quando na verdade deveria acontecer justamente o contrário. O bebê provavelmente fica mais seguro se está no chão, desde que o ambiente tenha sido preparado para ele.

11. Os estímulos proporcionados pelo andador são inadequados quando comparados com aqueles mais instintivos dados pelos pais que acompanham a criança nos seus primeiros passos.

12. Algumas crianças que utilizam andador por muito tempo tornam-se mais inseguras no momento em que precisam andar sem qualquer apoio, demorando mais tempo ainda para poder andar sozinhas.

Se você quiser mesmo usar um andador, leve em conta que eles só são adequados para bebês de mais de 9 meses, que já sentem e engatinhem, e que a criança deve ficar sob vigilância máxima quando estiver nele. Além disso, o tempo de uso precisa ser limitado.

Melhor mesmo é deixar o bebê explorar e se divertir no chão. 



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