Displasia Broncopulmonar

Falando um pouco sobre a atuação da fisio dentro de uma UTI neo, vai muito além dos cuidados ventilatórios visando somente o pulmão. Ao meu ver, e garanto que muitos concordam com isso, os "malefícios" de uma internação prolongada vão bem além disso. O atraso motor com certeza é influenciado pela falta de estímulos durante o período de internação. Num "relato de caso" recente, vimos a diferença que o posicionamento faz no desenvolvimento pulmonar do bebê. Após 3 meses de intubação (e consequentemente 3 meses deitado em prono, supino e lateral), consideramos a hipótese de posicionar o bebê no bebê conforto, exigindo assim maior trabalho de musculatura respiratória, pela elevação do decúbito. Hoje o bebê se encontra em oxitenda. O principal motivo da intubação por esse longo período foi a displasia broncopulmonar e, sobre isso, falo mais a seguir.
Displasia broncopulmonar é uma doença resultante de agressões causadas pelo tratamento de recém-nascidos prematuros ou com doenças pulmonares, tais como infecções, acúmulo de líquidos, malformações pulmonares, etc. Os pulmões não estão completamente formados ao nascimento, de tal modo que o número de alvéolos aumenta muito nos 2 anos de vida primeiros anos de vida.

Quando o recém-nascido prematuro precisa de ventilação mecânica para sua sobrevivência, essa resulta numa inflamação pulmonar, que produz cicatrizes pulmonares e interfere com o desenvolvimento normal dos pulmões.

A lesão pulmonar que ocorre nas crianças com displasia deixa a criança com dificuldade para respirar, respiração acelerada e dependência de oxigênio, além de chiado no peito e tosse. Todos estes sintomas tendem a melhorar com o passar do tempo e com o crescimento pulmonar normal, desde que a criança receba tratamento adequado.

O diagnóstico da displasia broncopulmonar é feito nas crianças que apresentam dependência de oxigênio com 28 dias de vida com alterações típicas na radiografia dos pulmões.

Quando a criança é muito prematura utiliza-se um momento diferente (36 semanas de idade gestacional corrigida) para fazer este diagnóstico, pois a dependência de oxigênio mais prolongada nestes bebês pode refletir apenas uma incapacidade de respirar adequadamente por problemas de força muscular, e não de uma doença pulmonar propriamente dita.

O tratamento da displasia envolve questões alimentares, uso de oxigênio, medicamentos e prevenção de infecções. Como o crescimento pulmonar é a chave para a melhora dos sintomas de cansaço e dependência de oxigênio, o ganho de peso e o crescimento normal da criança têm grande impacto na melhora da displasia broncopulmonar. Entretanto, as crianças com displasia broncopulmonar em geral são prematuras e apresentam outros problemas associados à nutrição, como dificuldades na alimentação, doença do refluxo gastroesofágico, aumento do gasto de energia pelo cansaço, infecções, etc. Portanto, é preciso uma abordagem individualizada para determinar o melhor meio de nutrir adequadamente a criança com displasia broncopulmonar.

O uso de oxigênio representa um dos aspectos mais importantes no tratamento da displasia broncopulmonar, pois a imaturidade pulmonar aliada às lesões cicatriciais dos pulmões resultam numa dificuldade em captar o oxigênio do ar ambiente, e como conseqüência as crianças não conseguem uma oxigenação adequada sem uma oferta adicional do oxigênio.

Quando o bebê está na UTI, em ventilação mecânica habitualmente almeja-se uma saturação de oxigênio entre 90 e 95%. Nesta situação, procura-se oferecer a menor quantidade possível de oxigênio para atingir estes valores. O excesso de oxigênio suplementar nesta fase (1as semanas de vida) pode resultar em danos ao organismo, principalmente para a retina e para os pulmões.

Quando a criança supera esse período e passa a ficar dependente de oxigênio, com o diagnóstico estabelecido de displasia broncopulmonar, passa-se a oferecer o oxigênio para manter a saturação de oxigênio superior a 92%, pois estes valores de oxigenação foram bem estudados e estão associados a um melhor crescimento e desenvolvimento das crianças. A oxigenação inadequada nesta fase pode resultar em vários problemas, como desnutrição e problemas cardíacos secundários (hipertensão pulmonar).

Algumas manifestações clínicas justificam a fisioterapia respiratória na displasia

broncopulmonar (DBP) tais como:

- Presença de anormalidades do controle respiratório;

- Aumento na produção de secreção;

- Infecções respiratórias;

- Alterações na mecânica pulmonar, principalmente alterações do gradiente de pressão

entre o tórax e o abdome;

- Alterações posturais e alterações no desenvolvimento neuromotor.


E você, já atuou com displasia pulmonar? Conte como foi!

1 comentários:

Kira Roza disse...

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