Quando o recém-nascido prematuro precisa de ventilação mecânica para sua sobrevivência, essa resulta numa inflamação pulmonar, que produz cicatrizes pulmonares e interfere com o desenvolvimento normal dos pulmões.
A lesão pulmonar que ocorre nas crianças com displasia deixa a criança com dificuldade para respirar, respiração acelerada e dependência de oxigênio, além de chiado no peito e tosse. Todos estes sintomas tendem a melhorar com o passar do tempo e com o crescimento pulmonar normal, desde que a criança receba tratamento adequado.
O diagnóstico da displasia broncopulmonar é feito nas crianças que apresentam dependência de oxigênio com 28 dias de vida com alterações típicas na radiografia dos pulmões.
Quando a criança é muito prematura utiliza-se um momento diferente (36 semanas de idade gestacional corrigida) para fazer este diagnóstico, pois a dependência de oxigênio mais prolongada nestes bebês pode refletir apenas uma incapacidade de respirar adequadamente por problemas de força muscular, e não de uma doença pulmonar propriamente dita.
O tratamento da displasia envolve questões alimentares, uso de oxigênio, medicamentos e prevenção de infecções. Como o crescimento pulmonar é a chave para a melhora dos sintomas de cansaço e dependência de oxigênio, o ganho de peso e o crescimento normal da criança têm grande impacto na melhora da displasia broncopulmonar. Entretanto, as crianças com displasia broncopulmonar em geral são prematuras e apresentam outros problemas associados à nutrição, como dificuldades na alimentação, doença do refluxo gastroesofágico, aumento do gasto de energia pelo cansaço, infecções, etc. Portanto, é preciso uma abordagem individualizada para determinar o melhor meio de nutrir adequadamente a criança com displasia broncopulmonar.
O uso de oxigênio representa um dos aspectos mais importantes no tratamento da displasia broncopulmonar, pois a imaturidade pulmonar aliada às lesões cicatriciais dos pulmões resultam numa dificuldade em captar o oxigênio do ar ambiente, e como conseqüência as crianças não conseguem uma oxigenação adequada sem uma oferta adicional do oxigênio.
Quando o bebê está na UTI, em ventilação mecânica habitualmente almeja-se uma saturação de oxigênio entre 90 e 95%. Nesta situação, procura-se oferecer a menor quantidade possível de oxigênio para atingir estes valores. O excesso de oxigênio suplementar nesta fase (1as semanas de vida) pode resultar em danos ao organismo, principalmente para a retina e para os pulmões.
Quando a criança supera esse período e passa a ficar dependente de oxigênio, com o diagnóstico estabelecido de displasia broncopulmonar, passa-se a oferecer o oxigênio para manter a saturação de oxigênio superior a 92%, pois estes valores de oxigenação foram bem estudados e estão associados a um melhor crescimento e desenvolvimento das crianças. A oxigenação inadequada nesta fase pode resultar em vários problemas, como desnutrição e problemas cardíacos secundários (hipertensão pulmonar).
Algumas manifestações clínicas justificam a fisioterapia respiratória na displasia
broncopulmonar (DBP) tais como:
- Presença de anormalidades do controle respiratório;
- Aumento na produção de secreção;
- Infecções respiratórias;
- Alterações na mecânica pulmonar, principalmente alterações do gradiente de pressão
entre o tórax e o abdome;
- Alterações posturais e alterações no desenvolvimento neuromotor.
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1 comentários:
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